pessoal

Sobre Regressar

Escrevo-vos da mesa da minha cozinha, enquanto bebo um chá de cidreira e mel. No Spotify está a tocar uma playlist chamada “Christmas Coffeehouse”. Para mim o blog representa isto: a calma de um lugar onde gosto (tanto) de regressar.

Bem sei que ando em falha com este meu cantinho – como, na verdade, acontece com demasiada frequência. Sejamos sinceras(os): a consistência na regularidade de publicações online não é o meu forte – seja aqui, seja no instagram ou facebook. Deixa-me mesmo triste que ainda não tenha encontrado um equilíbrio nisso; não há dia em que não pense em escrever, sobre o que for, mas acabo sempre por dar prioridade a outras coisas: ora o trabalho, ora o estudo, ora as séries e filmes na Netflix. Entretanto chega o outono…

Não há estação do ano que mais me inspire a seguir os meus sonhos – pessoais e profissionais. Esta estação dos recomeços torna-se numa época em que me encho de esperança e vontade de alcançar tudo o que há por alcançar. O verão decidiu ficar por bastante tempo e a transição para o outono foi a mais rápida que vivi. Há duas semanas andava de top pela rua e agora só consigo sair de manga comprida. Sinto que este ano perdemos aquela transição outonal – as folhas pelo chão, as primeiras chuvas, os domingos a ver filmes em casa – e passámos diretamente para aquelas semanas em que, apesar de ainda não haver decorações pela cidade, já se começa a falar sobre o Natal.

Por isso, vamos lá regressar ao blog com a mesma vontade com que o outono chegou a Lisboa – num ímpeto, de rompão, sem avisar ninguém. Por agora, vou (tentar!) manter a mesma regularidade de que vos falei neste post. Vamos ver se é desta! Quem está por aí?

Obrigada a quem continua desse lado, com interesse em ler o que tenho para dizer. Confesso que escrevo muito para mim, mas gosto de pensar que, desse lado, há alguém que lê – possivelmente enquanto também bebe um chá e escuta música no Spotify. ♡

livros

Livros | Mrs Dalloway, Virginia Woolf

Começo este novo ano no blog com um livro, no âmbito de um clube/desafio de leitura chamado Uma Dúzia de Livros. A pessoa por detrás desta ideia chama-se Rita da Nova e não é a primeira vez que trago algo organizado por ela aqui ao blog, começando pelo workshop de escrita criativa em que participei, há mais de um ano (o tempo passa!). Este novo desafio baseia-se na leitura de um livro por cada mês do ano – daí uma dúzia – e o tema de janeiro não podia ser mais do meu agrado.

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moda

Moda | Fashion Series: Shopping

Depois de escrever um post tão sincero como este último que publiquei, seria de esperar que o balanço para a escrita continuasse do meu lado. No entanto, nestes últimos dias encontrei-me sem qualquer inspiração. Tenho imensas ideias em mente e, ainda assim, não consegui escrever uma frase para nenhuma delas. Entretanto, encontrei uns pensamentos meio perdidos nas notas do computador, escritos na altura da Black Friday do ano passado. Pensei: haverá melhor altura para os partilhar convosco?

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pessoal

Sobre Autenticidade

O meu compromisso com este blog – este cantinho especial que não largo por nada – passa por expressar-me através de duas paixões que trago comigo desde que me lembro de mim mesma: a moda e a escrita. Já partilhei aqui convosco que o meu gosto por combinar as minhas roupas começou desde muito pequenina, ainda antes de saber que o meu gosto por escrever viria a ocupar um lugar semelhante na minha vida. Ora, este blog surge no sentido de não deixar escapar esses dois amores que tanto me fazem ser quem sou – e, com um pouco de sorte, inspirar alguém a não deixar escapar os seus.

Neste momento, sei bem o que quero e o que não quero para este blog; no entanto, no passado, debati-me com diversos momentos de incerteza e indefinição em relação ao que eu queria partilhar. Venho, por isso, escrever-vos sobre autenticidade e, de certa forma, lealdade connosco mesmas(os).

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livros

Livros | Call Me By Your Name, André Aciman

(Quero escrever sobre este livro desde que encontrei esta fotografia.)

No início deste ano comprometi-me a recuperar as minhas leituras diárias. Decidi que não iria comprar mais livros até terminar de ler todos os que tenho em casa; no entanto, no decorrer deste processo, aprendi algo sobre mim mesma: demoro uma eternidade a ler um livro que não me desperte interesse. Não desisto de o terminar, por isso levo-o na minha mala para onde quer que vá, mas por lá vai ficando. Quebrei esta regra ao comprar o Call Me By Your Name. Gostei tanto do filme que comprei o livro uns dias depois, na versão original, que aconselho a quem se sente confortável com a língua inglesa, para que possam captar a essência da escrita de Aciman tal como é.

Já devem conhecer um pouco da história – somewhere in northern italy, 1983 – pelo interesse mediático que o filme causou. Mas, muito além da história de amor de um casal homossexual nos anos 80, Call Me By Your Name descreve-nos inocência, insegurança, paixão, descoberta. Lembra-nos daquele primeiro amor em que nos perdemos na outra pessoa, como se deixássemos de saber quem somos, porque todos os dias aprendemos mais sobre quem queremos ser. É assim que o livro está escrito: pela memória de Elio, anos depois do verão de 1983, numa escrita muito atraente e imprevisível. Pela descrição profunda dos seus sentimentos e do seu olhar sobre as coisas, o livro traz-nos também bastante sobre o que se passou depois daquele verão.

Curiosas(os)? Para quem quer assumir o compromisso de ler mais, este livro parece-me um bom começo. Há bastante tempo que não sentia aquela inquietação de querer ler a toda a hora para saber o que acontece depois das páginas onde fiquei – e não me lembrava do quão bem sabe! Digam-me: o que acham deste novo tema no blog? Faz-me imenso sentido começar a escrever sobre a própria escrita, uma paixão que anda lado a lado com a moda. Concordam?