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Diaries #1 – Vilamoura Diaries

Estou de regresso de Vilamoura e, como prometido no último post, venho contar-vos um pouco sobre os meus dias por lá. Partimos no fim-de-semana passado, para estarmos cerca de uma semana num dos meus lugares preferidos no Algarve. Este verão proporcionou-me dois reencontros bastante importantes para mim: primeiro, um regresso muito emocional à casa de férias dos meus avós, onde passei todos os meus verões desde pequena, da qual guardo muitas das minhas memórias preferidas com a minha família (e sobre a qual ainda hei de ganhar coragem para escrever, um dia) e, depois, um regresso a Vilamoura, onde passei a mesma semana de férias, durante alguns anos, também com os meus avós. Gostei muito de regressar, especialmente por me fazer lembrar do quanto a minha avó gostava dos nossos dias por lá – das caminhadas pela praia de manhã, com alguns jogos da malha pelo meio (que ensinei ao Bryan, ainda na nossa viagem pela Costa Vicentina, e acho que ele secretamente andou a treinar em casa, porque melhorou bastante desde então), dos almoços na varanda com o mar à nossa frente, dos passeios pela marina ao final do dia, das partidas de cartas antes de deitar.

Repliquei muitas dessas memórias nesta viagem, com o Bryan. Fizemos longas caminhadas de manhã pela praia – e, num dos dias, acordámos um pouco mais cedo para ver o amanhecer à beira-mar, o que me inspira sempre imenso -, comprámos pão fresco pela manhã para o nosso pequeno-almoço na varanda (boicotado por gaivotas por duas vezes, my fault!), cozinhámos muitas refeições saudáveis (e outras nem tanto, ao que chamo de equilíbrio!), entretemos-nos com séries e documentários depois de almoço, passámos as tardes na piscina e acabámos os nossos dias a ver o pôr-do-sol na praia ou na marina.

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Para Setembro ’20

Chegou um dos meus meses preferidos do ano. Desde pequena que adoro a energia de setembro – o regresso às aulas, os cadernos por estrear, os reencontros depois do verão. Com as manhãs soalheiras, as temperaturas amenas, as primeiras castanhas na rua – ah, o quanto gosto de castanhas! – e o anoitecer ligeiramente mais cedo, este mês tem uma magia muito especial para mim. Para ser sincera, não me consigo decidir entre verão e outono – os meses de calor têm sido os meus preferidos desde sempre, mas de há uns anos para cá encontrei um encanto diferente no regresso a casa, às rotinas, à (nova) normalidade na cidade. Se calhar é por isso que gosto tanto de setembro – reúne as minhas duas estações preferidas, em 30 dias com muito do que mais feliz me faz.

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Aos meus 24

Escrevo-vos do alpendre da casa da minha tia-avó. Gostava de começar todos os meus dias assim: com a tranquilidade e o sossego do amanhecer, com um vestido de verão e com palavras para passar da caneta para o papel. Há uns dias encontrei uma frase sobre esta serenidade das seis da manhã: “I love early mornings when it feels like the rest of the world is still fast asleep and you’re the only one who’s awake and everything feels like it isn’t really real and you kind of forget about all your problemas because for now it’s just you, the world and the sunrise“. Não podia concordar mais; a esta hora, não há nada que possa estar errado. Esta manhã, quis acordar ainda mais cedo. Comemoro 24 primaveras e, à semelhança da celebração das 21, deixo-vos novamente uma mensagem à altura da ocasião.

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Para o Verão 2020

No início deste ano – sem adivinhar o que nos esperava -, disse à minha mãe que gostava de que as nossas férias de verão fossem muito tranquilas, ao estilo de Call Me By Your Name – duas semanas numa casa de campo, num lugar sossegado, com árvores onde pudéssemos apanhar frutos em cestas de verga, com o mar nas redondezas e com muitos livros para saborear depois de almoço. Pesquisei por vários lugares no nosso mediterrâneo que tanto adoro: Côte D’Azur, Córsega, Sicília… Entretanto, o mundo mudou. As duas semanas passaram para dois meses, as viagens de avião passaram para roadtrips de carro, os hotéis franceses ou italianos passaram para hospedagens portuguesas. Porque tenho um país lindíssimo para descobrir – de norte a sul, da Serra do Gerês à Praia Verde, da Costa Vicentina ao Douro Vinhateiro. Tenho tanta sorte em ir como em ficar. Este ano, fiquemos. ♡

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Sobre Genuinidade

Nas últimas semanas, distanciei-me um pouco do online – daí a minha ausência no blog nos dois domingos passados. De vez em quando, sinto que preciso de dar um passo atrás para olhar para a minha presença neste mundo das redes sociais e, principalmente, para reavaliar as minhas partilhas e as de quem acompanho. Para ser sincera, comecei a escrever este post no domingo passado; desde então, escrevo e apago, reescrevo e apago novamente, às voltas para encontrar as palavras certas para o que quero dizer. Desde que publiquei este blog, sinto uma pressão, que coloco em mim mesma, para que as páginas que o acompanham, principalmente o instagram, correspondam às expectativas. De quem? Não sei bem. Paralelamente – e, neste ponto, parece-me que grande parte das pessoas que conheço pode concordar -, sinto também uma fragilidade na linha que separa o quanto uma pessoa nos inspira e o quanto nos faz sentir mal connosco mesmas(os), o que acaba por, muitas vezes, tombar para o lado menos bom. Por isso, esta distância nas últimas semanas permitiu-me pensar muito sobre a toxicidade do online – o quanto genuinamente me deixo sugestionar pelo que de genuíno pouco tem e, simultaneamente, o quanto posso estar a contribuir para essa realidade que de real pouco, igualmente, tem.

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