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Moda | Fashion Series: Shopping

Depois de escrever um post tão sincero como este último que publiquei, seria de esperar que o balanço para a escrita continuasse do meu lado. No entanto, nestes últimos dias encontrei-me sem qualquer inspiração. Tenho imensas ideias em mente e, ainda assim, não consegui escrever uma frase para nenhuma delas. Entretanto, encontrei uns pensamentos meio perdidos nas notas do computador, escritos na altura da Black Friday do ano passado. Pensei: haverá melhor altura para os partilhar convosco?

Já vos contei a minha história com o consumo e como construí a minha ideologia para ser uma consumidora mais responsável. Na verdade, há uns anos, a frase “shopping is my cardio” estava no topo das minhas favoritas e, apesar de não me recordar de nenhuma Black Friday nessa altura, lembro-me de que se encontravam autênticos “achados” nas épocas de saldos. Por isso, não consigo ficar indiferente ao puro consumismo que resulta destes dias de descontos incredíveis. Bem sei que muitas pessoas se refugiam nas compras para preencher alguns vazios nas suas vidas; ainda assim, garanto-vos que o consumismo não é, nem será, a solução para qualquer mal. Deixo-vos três princípios que uso para quando vou fazer as minhas compras, que considero essenciais para resistir à “pressão” dos descontos:

  1. Lembrem-se das peças de que realmente precisam – porque não têm ou porque tencionam comprar de melhor qualidade – e, se necessário, façam mesmo uma lista;
  2. Definam um budget máximo que estão dispostas(os) a dar para cada peça e, se vos fizer sentido, para a totalidade das compras;
  3. Saibam avaliar a qualidade das peças que têm na mão.

Consigo reconsiderar as minhas compras em relação aos dois primeiros pontos, no entanto, sou inflexível neste último sobre a qualidade. Para não me deixar enganar pelos preços baixos, gosto de apreciar o toque das peças e ver a composição nas etiquetas; faço questão também de conhecer os preços que costumam ser praticados. Apesar de ser considerado fraude, algumas lojas sobem os preços na semana anterior a este dia para que, após o desconto, se perca pouco ou nenhum lucro – daí a famosa expressão “pela metade do dobro”. Somos, assim, induzidas(os) em erro por produtos que à partida se encontram a um preço incrível, mas que, na verdade, não é real – podem ler mais sobre este tema neste artigo.

Quando fizerem as vossas compras – para além deste dia em particular -, lembrem-se também de que as roupas têm um custo de fabrico, desde o design aos tecidos à mão-de-obra. Confesso que ainda encontro muita dificuldade em procurar um equilíbrio entre aquilo em que acredito – aquilo que idealizo como consumidora e apaixonada por moda – e os preços que se praticam. Por mais consciência que tenha nas compras que faço, não deixo de sentir uma certa frustração pelo paradoxo que é ter de escolher entre fast fashion com preços acessíveis ou performance fashion com preços fora de série. Por isso, tenho adotado uma postura de aposta na qualidade, (muita!) pesquisa e, gradualmente, substituição das minhas escolhas. Estas mudanças aplicam-se a peças de roupa, mas não só – ultimamente tenho pensado muito nos produtos de higiene e beleza também.

Em relação à Black Friday, posso dizer-vos que guardei em mente algumas peças que quero comprar para este inverno e que esperei por este dia para o fazer. De manhã parto para Praga, então vou fazer as minhas (poucas) compras online. Para garantir que sei o que estou a comprar, procurei as peças na última vez que passei pelo shopping. Quem me conhece bem sabe que não costumo comprar pelo ecrã, por isso vamos lá ver se ganho coragem para aderir ao movimento. O que acham destes três princípios para os dias de descontos? Deixem a vossa opinião na caixa de comentários.

Inês Nobre
Um blog sobre o que mais me apaixona, como melhor me sei expressar - pela moda e pela escrita.

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