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Moda | Conscious Fashion Series: Black Friday

Depois de escrever um post tão sincero como este último que publiquei, seria de esperar que o balanço para a escrita continuasse do meu lado. No entanto, nestes últimos dias encontrei-me sem qualquer inspiração. Tenho imensas ideias em mente e, ainda assim, não consegui escrever uma frase para nenhuma delas. Entretanto, encontrei uns pensamentos meio perdidos nas notas do computador, escritos na altura da Black Friday do ano passado. Pensei: haverá melhor altura para os partilhar convosco?

Já vos contei a minha história com o consumismo e como construí a minha ideologia para ser uma consumidora mais responsável. Na verdade, há uns anos, a frase “shopping is my cardio” estava no topo das minhas favoritas e, apesar de não me recordar de nenhuma Black Friday nessa altura, lembro-me de que se encontravam autênticos “achados” nas épocas de saldos. Por isso, não consigo ficar indiferente ao puro consumismo que resulta destes dias de descontos incredíveis. Bem sei que muitas pessoas se refugiam nas compras para preencher alguns vazios nas suas vidas; ainda assim, garanto-vos que o consumismo não é, nem será, a solução para qualquer mal. Deixo-vos três princípios que uso para quando vou fazer as minhas compras, que considero essenciais para resistir à “pressão” dos descontos:

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pessoal

Sobre Autenticidade

O meu compromisso com este blog – este cantinho especial que não largo por nada – passa por me expressar através de duas paixões que trago comigo desde que me lembro de mim mesma: a moda e a escrita. O meu gosto por combinar as minhas roupas começou desde muito pequenina, ainda antes de saber que o meu gosto por escrever viria a ocupar um lugar semelhante na minha vida. Ora, este blog surge no sentido de não deixar escapar esses dois amores que tanto me fazem ser quem sou – e, com um pouco de sorte, inspirar alguém a não deixar escapar os seus. Neste momento, sei bem o que quero e o que não quero para este blog; no entanto, no passado, debati-me com diversos momentos de incerteza e indefinição em relação ao que eu queria partilhar. Venho, por isso, escrever-vos sobre autenticidade e, de certa forma, lealdade connosco mesmas(os).

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livros

Livros | Call Me By Your Name, André Aciman

(Quero escrever sobre este livro desde que encontrei esta fotografia.)

No início deste ano comprometi-me a recuperar as minhas leituras. Decidi que não iria comprar mais livros até terminar de ler todos os que tenho em casa; no entanto, no decorrer deste processo, aprendi algo sobre mim mesma: demoro uma eternidade a ler um livro que não me desperte interesse. Não desisto de o terminar, por isso levo-o na minha mala para onde quer que vá, mas por lá vai ficando. Quebrei esta minha nova regra ao comprar o Call Me By Your Name. Gostei tanto do filme que comprei o livro uns dias depois, na versão original, que aconselho para quem se sente confortável com a língua inglesa, para que possam captar a essência da escrita de Aciman tal como é.

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Moda | Styling: Essenciais de Outono

O verão tem sido a minha estação preferida desde que me lembro – por adorar a harmonia entre mar e calor, por me sentir mais leve e descontraída, por celebrar o meu aniversário… e por muitas outras razões. No entanto, o outono tem vindo a revelar-se, de ano para ano, uma estação cheia das coisas de que mais gosto – os tons castanhos das folhas caídas, a chegada dos dias menos quentes, a sensação de recomeço do regresso às aulas e/ou ao trabalho e, como não poderia deixar de ser, a moda. As coleções outono/inverno conquistam-me sempre, tornando-se muito mais fácil decidir o que vestir nesta altura. E parece que o frio regressou de vez, por isso reuni alguns essenciais de outono que não dispenso em cada ano.

Knitwear, Knitwear, Knitwear

Outono: malhas, malhas, malhas. São as peças que mais gosto de usar assim que as folhas começam a cair das árvores. Gosto de malhas bastante quentes, com mangas bem compridas, nas cores típicas desta estação – branco, bege, castanho, verde seco. Para além das camisolas, não consigo resistir a um bonito casaco de malha, principalmente em tons mais claros. Gosto de conjugar estas peças com calças – raramente uso com saia, ainda que, quando bem combinado, resulte muito bem. Pela diversidade e versatilidade das malhas, não há dificuldade nenhuma em idealizar um conjunto interessante (e muito confortável!) para o dia-a-dia. Para além de dar um ar outonal a qualquer conjunto, sabe-me mesmo bem vestir uma camisola de malha muito cosy nestes primeiros dias de frio.

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Moda | Conscious Fashion Series: Slow Fashion

No final do último post, em que dei início à nova série Conscious Fashion Series, deixei-vos uma questão: qual pode ser a alternativa a um modelo de moda que prima pelo desenvolvimento de problemas no âmbito social, económico e ambiental? Venho responder, ao escrever sobre Slow Fashion – a alternativa sustentável no mundo da moda.

O conceito de Slow Fashion apareceu no início do novo século, alguns anos após as marcas começarem a aderir à Fast Fashion. Ao contrário desta última, a slow fashion preza-se pelo equilíbrio entre a moda, a sociedade e o ambiente, fundamentando-se em valores como a responsabilidade e a transparência. A slow fashion pauta-se pelo respeito pela moda como uma forma de expressão artística, pela aposta na produção de qualidade, pela consciencialização acerca do grande problema que é o consumismo e pela sustentabilidade social e ecológica na elaboração das peças.

Contrariamente à fast fashion, na qual as marcas caem no erro de apresentarem peças praticamente iguais às concorrentes, a slow fashion valoriza a diversidade e a identidade de cada marca, bem como o sentido de originalidade de quem desenha. Paralelamente, preza-se também o valor das peças – qual o nome por detrás do design, qual a história por detrás da coleção, qual a razão pela combinação de tecidos e materiais. Este valor associado a uma peça de roupa torna-a menos substituível e descartável – para mim, como exemplo, há um valor inigualável numa peça feita especialmente à mão, pelo tempo e pela dedicação de quem a fez, conferindo um caráter de humanidade e de unicidade que não sinto no fabrico industrial.

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