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Livros | Call Me By Your Name, André Aciman

(Quero escrever sobre este livro desde que encontrei esta fotografia.)

No início deste ano comprometi-me a recuperar as minhas leituras diárias. Decidi que não iria comprar mais livros até terminar de ler todos os que tenho em casa; no entanto, no decorrer deste processo, aprendi algo sobre mim mesma: demoro uma eternidade a ler um livro que não me desperte interesse. Não desisto de o terminar, por isso levo-o na minha mala para onde quer que vá, mas por lá vai ficando. Quebrei esta regra ao comprar o Call Me By Your Name. Gostei tanto do filme que comprei o livro uns dias depois, na versão original, que aconselho a quem se sente confortável com a língua inglesa, para que possam captar a essência da escrita de Aciman tal como é.

Já devem conhecer um pouco da história – somewhere in northern italy, 1983 – pelo interesse mediático que o filme causou. Mas, muito além da história de amor de um casal homossexual nos anos 80, Call Me By Your Name descreve-nos inocência, insegurança, paixão, descoberta. Lembra-nos daquele primeiro amor em que nos perdemos na outra pessoa, como se deixássemos de saber quem somos, porque todos os dias aprendemos mais sobre quem queremos ser. É assim que o livro está escrito: pela memória de Elio, anos depois do verão de 1983, numa escrita muito atraente e imprevisível. Pela descrição profunda dos seus sentimentos e do seu olhar sobre as coisas, o livro traz-nos também bastante sobre o que se passou depois daquele verão.

Curiosas(os)? Para quem quer assumir o compromisso de ler mais, este livro parece-me um bom começo. Há bastante tempo que não sentia aquela inquietação de querer ler a toda a hora para saber o que acontece depois das páginas onde fiquei – e não me lembrava do quão bem sabe! Digam-me: o que acham deste novo tema no blog? Faz-me imenso sentido começar a escrever sobre a própria escrita, uma paixão que anda lado a lado com a moda. Concordam?