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Livros | Mrs Dalloway, Virginia Woolf

Começo este novo ano no blog com um livro, no âmbito de um clube/desafio de leitura chamado Uma Dúzia de Livros. A pessoa por detrás desta ideia chama-se Rita da Nova e não é a primeira vez que trago algo organizado por ela aqui ao blog, começando pelo workshop de escrita criativa em que participei, há mais de um ano (o tempo passa!). Este novo desafio baseia-se na leitura de um livro por cada mês do ano – daí uma dúzia – e o tema de janeiro não podia ser mais do meu agrado.

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Livros | Call Me By Your Name, André Aciman

(Quero escrever sobre este livro desde que encontrei esta fotografia.)

No início deste ano comprometi-me a recuperar as minhas leituras diárias. Decidi que não iria comprar mais livros até terminar de ler todos os que tenho em casa; no entanto, no decorrer deste processo, aprendi algo sobre mim mesma: demoro uma eternidade a ler um livro que não me desperte interesse. Não desisto de o terminar, por isso levo-o na minha mala para onde quer que vá, mas por lá vai ficando. Quebrei esta regra ao comprar o Call Me By Your Name. Gostei tanto do filme que comprei o livro uns dias depois, na versão original, que aconselho a quem se sente confortável com a língua inglesa, para que possam captar a essência da escrita de Aciman tal como é.

Já devem conhecer um pouco da história – somewhere in northern italy, 1983 – pelo interesse mediático que o filme causou. Mas, muito além da história de amor de um casal homossexual nos anos 80, Call Me By Your Name descreve-nos inocência, insegurança, paixão, descoberta. Lembra-nos daquele primeiro amor em que nos perdemos na outra pessoa, como se deixássemos de saber quem somos, porque todos os dias aprendemos mais sobre quem queremos ser. É assim que o livro está escrito: pela memória de Elio, anos depois do verão de 1983, numa escrita muito atraente e imprevisível. Pela descrição profunda dos seus sentimentos e do seu olhar sobre as coisas, o livro traz-nos também bastante sobre o que se passou depois daquele verão.

Curiosas(os)? Para quem quer assumir o compromisso de ler mais, este livro parece-me um bom começo. Há bastante tempo que não sentia aquela inquietação de querer ler a toda a hora para saber o que acontece depois das páginas onde fiquei – e não me lembrava do quão bem sabe! Digam-me: o que acham deste novo tema no blog? Faz-me imenso sentido começar a escrever sobre a própria escrita, uma paixão que anda lado a lado com a moda. Concordam?

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Moda | The Talks

A minha paixão pela moda despertou desde muito cedo. Provavelmente por inspiração da minha mãe, que será sempre a minha fashionista de eleição, sempre olhei para a roupa como uma forma de me expressar: quem sou, quem quero ser. As minhas avós percebem muito de costura – uma delas foi costureira de profissão, inclusive – e têm máquinas de costura cujos sons conheço de cor. A minha avó adora contar uma história sobre um desenho que fiz na primária, de uma menina, em que pintei os sapatos da mesma cor da blusa e disse para a professora: “tem de condizer”. Desde pequena, sou rodeada de simples momentos que me fizeram apaixonar pela moda – e é esta a arte que me define.

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