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Viagens | Memórias de Nova Iorque

one year later, still playing Billy Joel’s New York State Of Mind in the background

Nova Iorque. Lembrem-se do vosso primeiro sonho – daquele primeiro momento em que se apercebem de que existe algo transcendente, que se revela superior a qualquer outra vontade. Nova Iorque. Lembrem-se do vosso primeiro propósito – daquele primeiro cenário pelo qual desistiriam de todos os outros, pelo qual nutrem um sentimento que não conseguem equiparar a nenhuma outra possibilidade, por muito boa que pareça. Há um ano, estava a caminho da minha cidade. Nova Iorque conquistou-me no primeiro segundo. Na verdade, conquistou-me há muitos anos, pelo pequeno ecrã da minha televisão, nos filmes que mostravam as ruas da cidade onde parece não haver impossíveis. Continuo sem encontrar palavras para descrever a sensação de andar pelas ruas de Nova Iorque. Sinto que pertenço. Sinto que posso ser quem quiser. Sinto que consigo conquistar as mais difíceis conquistas. Sinto que todos os meus sonhos estão ali, à minha espera. Sinto que estou de regresso ao meu caminho, a quem sou, a quem quero ser.

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Viagens | Praga

Nem parece verdade, como se de um passado bem longínquo se tratasse, mas comecei este ano de 2020 numa das minhas cidades preferidas – Praga. Esta semana de chuva, em que as temperaturas desceram bastante, relembrou-me do destino onde passei por mais frio. Os dois invernos que conheci de Praga puseram os de Helsínquia ou de Nova Iorque a um canto; mas, provavelmente, porque me preparei melhor para estes dois últimos. Este tempo traz-me à memória as viagens pelas capitais europeias nesta época do ano: as temperaturas mais baixas que se fazem sentir sempre mais cedo do que em Lisboa, como se o outono no centro e no norte da Europa não se pudesse atrasar (viram o que fiz aqui? porque os povos do sul são conhecidos pela pouca pontualidade? não?), os passeios pelos centros das cidades de chocolate quente na mão (acho que passei mais vezes pelos Starbucks de Praga do que pelos de Lisboa!), os almoços aconchegantes depois de uma manhã a caminhar pelas ruas quando finalmente se pode despir o casaco por umas horas. Só consigo encontrar uma época do ano que ultrapasse o outono na Europa – a natalícia. Este ano planeio uns quantos passeios pelo Chiado para amenizar as saudades dos mercados de Natal. Bom, vamos recordar Praga? Sentem-se, preparem uma chávena de chá e fiquem desse lado – vou contar-vos tudo sobre a cidade com mais magia e encanto que conheço.

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Viagens | Porto

Se acompanham as minhas páginas de instagram ou facebook, sabem que deixei Lisboa por uns dias. Vim passar a última semana de bom tempo a Vilamoura, com o Bryan, para me despedir deste verão num dos meus lugares preferidos no nosso Algarve. Estes dias por cá têm sido muito bons, principalmente para desacelerar um pouco e recarregar energias para os próximos meses de outono na cidade. Prometo contar-vos tudo no próximo post aqui no blog, no domingo. Por agora, vamos recuar um bocadinho no tempo? Depois de um mês de julho com algumas viagens pelo nosso país, em que mal estive em casa, soube-me muito bem regressar ao meu cantinho para um mês de agosto mais sossegado. Gosto muito de passar o período mais sobrelotado do verão longe da confusão e gosto ainda mais de aproveitar melhor a minha cidade de Lisboa, que fica tão calma nesse mês. Depois de passarmos quase três meses em casa, sem sair para nada mais do que o necessário, seria de esperar que eu não quisesse regressar tão cedo. No entanto, pelo contrário, não poderia ter gostado mais daquelas semanas mais tranquilas, por casa. Já disse várias vezes por aqui: gosto tanto de ir como de regressar. E sabia que o “ir” não tardava a chegar, porque esperava por uma próxima viagem no final do mês.

Surgiu a oportunidade de passar um fim-de-semana no Porto, a convite da minha amiga Jéssica, que recentemente se mudou para lá. Estava cheia de saudades da Invicta! Não me lembro da última vez que tinha estado na cidade; mas recordo-me de que, em inícios de dezembro do ano passado, uma estadia em trabalho no Porto acabou por ser cancelada – e andava com imensa vontade de comer uma francesinha desde então. Bom, quase nove meses se passaram. Finalmente regressei à minha segunda cidade preferida no país, relembrei todos os meus cantinhos favoritos, passeei até anoitecer e comi a minha (tão esperada!) francesinha.

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Viagens | Memórias do Douro

Por esta altura, há dois anos, estava a conhecer o Douro. Não me canso de relembrar este fim-de-semana – um dos melhores de que tenho memória -, marcado pela tranquilidade da região vinhateira. Esta viagem rumo a norte entrou para o topo das minhas preferidas – e recordo-a com bastante carinho. Houve um brilho especial nas manhãs em que acordei por lá, com uma tímida luz ao amanhecer, que me despertou com aquela calma matinal de que tanto gosto. Lembro-me de apreciar a vista para as vinhas e os montes pela janela do quarto, de tomar o pequeno-almoço na maior tranquilidade com a piscina mesmo ao lado, de ler O Amor nos Tempos de Cólera no alpendre, de respirar o ar puro que não se encontra na cidade. Este ano, por força das circunstâncias que vivemos, muito provavelmente passarei as minhas férias pelo nosso país – por dentro, por cá. Enquanto não posso fazer as malas, vou recordando as minhas memórias daquele fim-de-semana maravilhoso, à beira Douro.

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Viagens | Memórias do Brasil

Estou cheia de saudades de viajar – umas saudades que aparecem quando menos espero, quando me cruzo com uma fotografia no pinterest ou um souvenir entre arrumações; umas saudades que se desvanecem, mas que regressam sempre. Estas semanas em casa têm sido, pessoalmente, muito boas para reestabelecer hábitos importantes para mim, de sono, de alimentação, de exercício, e para abrandar o andamento dos meus dias – slow living, lembram-se? Estou habituada a andar de um lado para o outro – a conhecer novos lugares ou a reencontrar alguns que me são agora familiares -, algumas vezes com o corpo num sítio e o coração noutro. No entanto, apesar de estar a olhar para a situação que surgiu, pela força das circunstâncias, como uma oportunidade para me recentrar, confesso que o bichinho das viagens anda meio desassossegado.

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