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Slow Living

O mundo mudou bastante desde que vos escrevi pela última vez – e, curiosamente, sobre a minha viagem de sonho, que seria impensável neste momento. De repente, de uma semana para a outra, vimos-nos obrigadas(os) a mudar os nossos hábitos, as nossas rotinas, as nossas vidas. Espero, de coração, que vocês e os vossos estejam bem e saudáveis – física e mentalmente – neste momento tão difícil. Não me canso de dizer que, apesar de tudo o que se está a passar, devemos agradecer por simplesmente estarmos bem. Esta pandemia está a ser muito mais intensa a diversos níveis para imensas pessoas, desde os que sofrem com a doença aos seus familiares aos profissionais na linha da frente. Por isso, nos dias menos fáceis, lembremo-nos da sorte de podermos afirmar que estamos em casa, em segurança, a cuidar de nós. E por falar em estar em casa… Queria escrever sobre slow living há algum tempo; tenho este tópico no meu caderninho de ideias para o blog há meses, mas nunca cheguei a elaborar algo que valesse a pena partilhar. Parece-me agora, mais do que nunca, numa fase em que o mundo se viu obrigado a fazer uma pausa, que faça sentido partilhar algumas ideias sobre esta forma de viver devagar.

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Moda | Conscious Fashion Series: Shopping

Depois de escrever um post tão sincero como este último que publiquei, seria de esperar que o balanço para a escrita continuasse do meu lado. No entanto, nestes últimos dias encontrei-me sem qualquer inspiração. Tenho imensas ideias em mente e, ainda assim, não consegui escrever uma frase para nenhuma delas. Entretanto, encontrei uns pensamentos meio perdidos nas notas do computador, escritos na altura da Black Friday do ano passado. Pensei: haverá melhor altura para os partilhar convosco?

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Moda | 5 Princípios para um Consumo Consciente

Tenho uma ideia romântica da moda: mais do que uma simples escolha de dia-a-dia, uma forma de expressão artística que diz quem somos e quem queremos ser pela nossa postura – confiança, conforto, à vontade – nas roupas que vestimos. Gosto de acreditar que é essa natureza expressiva que apaixona tantas pessoas por esta arte.

Por desde adolescente ter encarado a moda como uma forma de me expressar, estava constantemente à procura de novas peças e tendências que me permitissem cada vez melhor dizer quem era – o que levou a que começasse a comprar roupa com bastante frequência. A minha breve experiência com o consumismo começou pela altura em que os meus pais me deram liberdade para comprar a minha própria roupa, com 15/16 anos. Provavelmente por desde pequenina passear pelos corredores das lojas com a minha avó, estava familiarizada com a qualidade e o custo de diversas marcas; as roupas que comprava não eram muito caras e, de facto, eu pensava gostar delas. No entanto, a minha sensibilidade pelos tecidos, pelas cores ou pelo corte das peças não era tão delicada como agora, pelo que nem sempre optava pela boa qualidade, pela facilidade em conjugar com o que tinha em casa ou pela praticabilidade no dia-a-dia. Com o passar do tempo, comecei a perceber que rapidamente deixava de ter gosto em vestir a maior parte dessas roupas e sentia necessidade de comprar mais. Gostava imenso de estrear uma roupa nova, mas depois percebia que usava mais por ser “novidade” – passado uns tempos, deixava de o ser – e não por gostar e, pior ainda, precisar verdadeiramente do que comprei. Isto é, resumidamente, o consumismo.

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