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Moda | Styling: Transition to Fall

Estamos todas(os) de acordo se disser que as coleções de outono/inverno são as melhores, certo? Com a chegada de setembro, não consigo não me entusiasmar com as malhas, os botins, os trench coats – ah, os trench coats – que posso finalmente começar a usar depois dos meses de calor. No entanto, parece que este verão está a durar uma eternidade (not complaining, tho!) e ainda não consegui usar roupas de outono sem que trocasse para algo mais fresco antes da hora de almoço.

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Moda | Conscious Fashion Series: Preço/Qualidade

Há duas semanas publiquei a minha primeira wishlist no blog, onde partilhei algumas peças que adoraria comprar, maioritariamente de marcas portuguesas. No entanto, confesso que, depois de partilhar o post, me apercebi de que muitas das minhas escolhas estavam bem acima do comum acessível, do que o meu próprio círculo de amigas(os) poderia comprar. Penso que, ainda que sem querer, possa ter contribuido para o estigma de que comprar made in Portugal é muito mais caro do que comprar nas marcas fast fashion – e senti-me na obrigação de dizer algo sobre isso numas stories no meu instagram, que ainda encontram nos destaques de slow fashion. Nessa linha de pensamento, decidi escrever algumas ideias sobre a famosa relação preço/qualidade.

No início deste semestre de aulas de mestrado, numa cadeira no âmbito do comportamento do consumidor, surgiu uma conversa sobre o preço enquanto indicador de qualidade, que me remeteu logo para a área da moda. Esta ideia define-se, resumidamente, em demonstrar e comprovar qualidade através dos preços marcados – quanto maior o preço, maior a qualidade. Não precisamos de procurar muito longe: consideremos o grupo Inditex. Uma grande parte das pessoas que conheço considera a Zara uma das marcas de melhor qualidade do grupo, em comparação com a Bershka ou a Pull&Bear. No entanto, se a Massimo Dutti ou a Uterqüe entrarem na equação, a Zara quase automaticamente desce para uma posição inferior. Pelo corte das peças? Pela composição dos tecidos e materiais? Pelo preço? De certa forma, enquanto consumidoras(es), frequentemente assumimos a qualidade de determinada marca pelos preços que esta pratica, independentemente de se conhecer qualquer atributo das peças – e, por vezes, sem sequer alguma vez entrar na respetiva loja. Quanto do preço representa a nossa ideia em relação à marca?

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Moda | Wishlist #1

Sempre gostei de ver wishlists – tanto as das minhas bloggers preferidas, como as das revistas de moda. Entretanto caiu em desuso, mas continuo a gostar muito. Por isso, decidi partilhar a minha wishlist de momento. Estive mais de seis meses sem comprar roupa, sapatos, acessórios, o que aconteceu por mero acaso, sem qualquer propósito específico, sem sequer pensar sobre o assunto. As minhas últimas compras foram em novembro, durante a minha viagem a Nova Iorque (como não poderia deixar de ser!). Entretanto não precisei de comprar mais nada, nem para o inverno, que não foi muito rigoroso, nem para a primavera, em que reinaram as roupas de andar por casa. Com a chegada da nova estação – e da liberdade para, aos poucos, regressarmos ao normal – comecei a procurar algumas peças novas para o meu verão.

Quando me apercebi de que não fazia compras há mais de seis meses, pensei que esta seria uma excelente oportunidade para mudar algumas das minhas escolhas em relação a marcas no campo da moda. Há mais de dois anos, partilhei alguns princípios para um consumo consciente e, na altura, confessei que sentia alguma dificuldade em encontrar um equilíbrio entre o meu gosto, o meu poder de compra e as marcas disponíveis que cumprissem o princípio da slow fashion. Sempre soube que descobriria esse equilíbrio – e tenho o maior orgulho em dizer que, finalmente, me encontro numa posição em que deixei de contribuir para o consumo preso às regras da fast fashion. Esta mudança não significa que, daqui em diante, não me volte a deslocar a um shopping – acima de tudo, simboliza uma nova fase no meu caminho na moda, em que passo a consumir de maneira (ainda) mais consciente. Para comemorar, desenhei a minha primeira wishlist, composta maioritariamente por marcas portuguesas. Existem duas exceções: os loafers da Gucci, que estão há demasiado tempo debaixo de olho para não incluir nesta lista, e as peças da marca espanhola MEYME, que me deixaram rendida.

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Moda | Conscious Fashion Series: Mudanças Simples

Fiz a mudança de estação das minhas roupas há umas semanas – arrumei os casacões de inverno que (felizmente!) só serão precisos daqui a alguns meses e coloquei peças mais frescas no roupeiro do dia-a-dia. Estas mudanças de estação, que costumo fazer umas duas vezes por ano, deixam-me sempre a pensar em novas maneiras para ser mais consciente em relação à moda. Não sei se sentem o mesmo quando fazem estas mudanças, mas eu tenho sempre estes dois pensamentos – preciso de comprar um casaco de ganga e nem me lembrava de que tinha este vestido. Há sempre algo que ainda gostava de comprar e, simultaneamente, algo de que não me recordava que tinha no roupeiro. De qualquer maneira, independentemente do pensamento que predomina de cada vez que faço estas mudanças, acabo sempre por pensar muito sobre moda consciente, a par do meu sentido de estilo, que adoro reinventar a cada nova estação.

Julgo que o tema da moda consciente pode ainda ser complexo, especialmente para quem não acompanha notícias, páginas ou personalidades relacionadas. Por isso, pensei em desmistificar algumas mudanças bastante simples, que podem ser tomadas sem grandes esforços, a qualquer momento. Vamos a isso?

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Moda | OLD is the new NEW

Há uns dias apareceu um anúncio no meu feed de facebook com a frase “old is the new new“. Lembrei-me logo das peças de roupa que as minhas avós guardam nos roupeiros há anos, especialmente os casacos de inverno, que são os mesmos desde que me lembro – a gabardina verde seco da minha avó e o casaco castanho da minha mãe foram as primeiras imagens na minha cabeça. Esta publicidade deixou-me a pensar em como, por mais que escreva sobre fast fashion vs. slow fashion, a escolha mais sustentável será sempre a peça que já temos em casa. Um statement destes confere um status muito interessante a uma marca – a premissa da longa durabilidade como prova de qualidade. Esta ideia, comum nas marcas de luxo, lembra-me das peças de joalheria que passam de geração para geração, como aquelas pulseiras de ouro antigas, que pertenciam à mãe da bisavó, que nem sequer usamos, mas que guardamos para sempre.

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