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Moda | Conscious Fashion Series: Mudanças Simples

Fiz a mudança de estação das minhas roupas há umas semanas – arrumei os casacões de inverno que (felizmente!) só serão precisos daqui a alguns meses e coloquei peças mais frescas no roupeiro do dia-a-dia. Estas mudanças de estação, que costumo fazer umas duas vezes por ano, deixam-me sempre a pensar em novas maneiras para ser mais consciente em relação à moda. Não sei se sentem o mesmo quando fazem estas mudanças, mas eu tenho sempre estes dois pensamentos – preciso de comprar um casaco de ganga e nem me lembrava de que tinha este vestido. Há sempre algo que ainda gostava de comprar e, simultaneamente, algo de que não me recordava que tinha no roupeiro. De qualquer maneira, independentemente do pensamento que predomina de cada vez que faço estas mudanças, acabo sempre por pensar muito sobre moda consciente, a par do meu sentido de estilo, que adoro reinventar a cada nova estação.

Julgo que o tema da moda consciente pode ainda ser complexo, especialmente para quem não acompanha notícias, páginas ou personalidades relacionadas. Por isso, pensei em desmistificar algumas mudanças bastante simples, que podem ser tomadas sem grandes esforços, a qualquer momento. Vamos a isso?

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Moda | OLD is the new NEW

Há uns dias apareceu um anúncio no meu feed de facebook com a frase “old is the new new“. Lembrei-me logo das peças de roupa que as minhas avós guardam nos roupeiros há anos, especialmente os casacos de inverno, que são os mesmos desde que me lembro – a gabardina verde seco da minha avó e o casaco castanho da minha mãe foram as primeiras imagens na minha cabeça. Esta publicidade deixou-me a pensar em como, por mais que escreva sobre fast fashion vs. slow fashion, a escolha mais sustentável será sempre a peça que já temos em casa. Um statement destes confere um status muito interessante a uma marca – a premissa da longa durabilidade como prova de qualidade. Esta ideia, comum nas marcas de luxo, lembra-me das peças de joalheria que passam de geração para geração, como aquelas pulseiras de ouro antigas, que pertenciam à mãe da bisavó, que nem sequer usamos, mas que guardamos para sempre.

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Moda | Conscious Fashion Series: Black Friday

Depois de escrever um post tão sincero como este último que publiquei, seria de esperar que o balanço para a escrita continuasse do meu lado. No entanto, nestes últimos dias encontrei-me sem qualquer inspiração. Tenho imensas ideias em mente e, ainda assim, não consegui escrever uma frase para nenhuma delas. Entretanto, encontrei uns pensamentos meio perdidos nas notas do computador, escritos na altura da Black Friday do ano passado. Pensei: haverá melhor altura para os partilhar convosco?

Já vos contei a minha história com o consumismo e como construí a minha ideologia para ser uma consumidora mais responsável. Na verdade, há uns anos, a frase “shopping is my cardio” estava no topo das minhas favoritas e, apesar de não me recordar de nenhuma Black Friday nessa altura, lembro-me de que se encontravam autênticos “achados” nas épocas de saldos. Por isso, não consigo ficar indiferente ao puro consumismo que resulta destes dias de descontos incredíveis. Bem sei que muitas pessoas se refugiam nas compras para preencher alguns vazios nas suas vidas; ainda assim, garanto-vos que o consumismo não é, nem será, a solução para qualquer mal. Deixo-vos três princípios que uso para quando vou fazer as minhas compras, que considero essenciais para resistir à “pressão” dos descontos:

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Moda | Conscious Fashion Series: Slow Fashion

No final do último post, em que dei início à nova série Conscious Fashion Series, deixei-vos uma questão: qual pode ser a alternativa a um modelo de moda que prima pelo desenvolvimento de problemas no âmbito social, económico e ambiental? Venho responder, ao escrever sobre Slow Fashion – a alternativa sustentável no mundo da moda.

O conceito de Slow Fashion apareceu no início do novo século, alguns anos após as marcas começarem a aderir à Fast Fashion. Ao contrário desta última, a slow fashion preza-se pelo equilíbrio entre a moda, a sociedade e o ambiente, fundamentando-se em valores como a responsabilidade e a transparência. A slow fashion pauta-se pelo respeito pela moda como uma forma de expressão artística, pela aposta na produção de qualidade, pela consciencialização acerca do grande problema que é o consumismo e pela sustentabilidade social e ecológica na elaboração das peças.

Contrariamente à fast fashion, na qual as marcas caem no erro de apresentarem peças praticamente iguais às concorrentes, a slow fashion valoriza a diversidade e a identidade de cada marca, bem como o sentido de originalidade de quem desenha. Paralelamente, preza-se também o valor das peças – qual o nome por detrás do design, qual a história por detrás da coleção, qual a razão pela combinação de tecidos e materiais. Este valor associado a uma peça de roupa torna-a menos substituível e descartável – para mim, como exemplo, há um valor inigualável numa peça feita especialmente à mão, pelo tempo e pela dedicação de quem a fez, conferindo um caráter de humanidade e de unicidade que não sinto no fabrico industrial.

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Moda | Conscious Fashion Series: Fast Fashion

Começa agora uma nova série de posts no blog Conscious Fashion Series (nota-se que tenho o meu sentido de originalidade bastante apurado para nomes, não é?). Neste conjunto de artigos, escreverei sobre moda consciente e responsável, introduzindo alguns conceitos sobre este tema. Estou mesmo contente por partilhar convosco uma perspetiva que não é tão apresentada nos blogs de moda e, com esperança, deixar-vos a pensar sobre o impacto do consumismo na sociedade e no ambiente.

Fast Fashion pode definir-se como um modelo de produção e consumo de moda, que surgiu nos anos 90. Consiste na produção de roupas e acessórios fabricados, distribuídos, consumidos e desvalorizados de forma bastante rápida, o que origina diversos problemas ao nível social, económico e ambiental. Apesar de cada vez mais se dialogar sobre as condições de trabalho na produção de moda, a par do impacto desta indústria no nosso planeta, há ainda que percorrer um longo caminho para que se ganhe verdadeira consciência sobre este assunto.

Como se desenvolve a fast fashion? As peças são elaboradas de acordo com reproduções dos designs das grandes marcas internacionais, com uma qualidade bastante inferior. Estes designs são copiados dos desfiles das semanas da moda, movendo-se rapidamente para as lojas. As marcas que aderem à fast fashion são constantemente processadas juridicamente pelas peças que apresentam em coleções que não são originais. As roupas mais vendidas são produzidas em maior quantidade, de acordo com os gostos das(os) consumidoras(es), o que coloca o poder nas mãos de quem compra. Por isso, cada vez mais as marcas perdem identidade, apresentando coleções muito semelhantes às concorrentes, com peças que, por vezes, são mesmo iguais. A noção de sazonalidade das coleções outono/inverno e primavera/verão tem vindo também a perder-se, pelas peças que são expostas durante várias estações consecutivas.

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