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Slow Living – Os Meus Dias

Há umas semanas publiquei algumas ideias sobre slow living, mas não cheguei a partilhar concretamente de que forma abrandei e simplifiquei os meus dias. Para ser sincera, estes tempos que nos obrigaram a permanecer em casa trouxeram-me a oportunidade de fazer uma longa pausa, de que bem precisava há algum tempo. Sinto mesmo que houve um mudança decisiva na minha maneira de estar nestes últimos tempos, que permanecerá muito além do que vier daqui para a frente.

Acredito muito na organização e no planeamento – nos estudos, no trabalho, em casa, em (quase) tudo. Sempre pude contar com esta qualidade, mas confesso que nem sempre descomplicou os meus dias. A minha capacidade em ser organizada anda de mãos dadas com a minha dificuldade em ser realista relativamente a medidas, especialmente a calcular tempos (se bem que também sou um desastre com quilómetros). Esta limitação resultou numa contínua má gestão dos meus dias durante anos – estabelecia cinco ocupações para a manhã, mais cinco para a tarde, e quando chegava a hora de almoço ainda nem duas tinha concluído, arrastando para o decorrer da semana e deixando uma ligeira sensação de fracasso. No entanto, não há mais ninguém que deva responsabilizar pela imposição de metas demasiado exigentes senão eu, o que me leva a uma frase que não me canso de frisar: expectativas irrealistas levam a frustrações que, por sua vez, conduzem a desistências.

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Slow Living

O mundo mudou bastante desde que vos escrevi pela última vez – e, curiosamente, sobre a minha viagem a Nova Iorque, que seria impensável neste momento. De repente, de uma semana para a outra, vimos-nos obrigadas(os) a mudar os nossos hábitos, as nossas rotinas, as nossas vidas. No entanto, não me canso de dizer que, apesar de tudo o que se está a passar, devemos agradecer por simplesmente estarmos bem. Esta pandemia está a ser muito mais intensa para tantas pessoas, desde quem sofre com o vírus a familiares a profissionais na linha da frente. Por isso, nos dias menos fáceis, lembremo-nos da sorte que temos em podermos afirmar que estamos em casa, em segurança, a cuidar de nós. Queria escrever sobre slow living há algum tempo; tenho este tema no meu caderninho de ideias para o blog há meses, mas nunca cheguei a elaborar algo que valesse a pena partilhar. Parece-me agora, mais do que nunca, numa fase em que o mundo se viu obrigado a fazer uma pausa, que faça então sentido partilhar algumas ideias sobre esta forma de viver devagar.

Comecemos pelo princípio: as primeiras recomendações de isolamento social coincidiram com o começo das minhas férias, o que calhou muito bem. Estou em casa há três semanas, como a grande maioria das pessoas. Para minha surpresa, estas férias, em que supostamente andaria de um lado para o outro a conhecer novos destinos no mapa, tornaram-se nas mais relaxantes desde que comecei a trabalhar, por uma simples razão – slow living. Sou-vos sincera: a minha primeira semana de férias foi um autêntico descalabro, em que pouco mais fiz do que sair da cama para o sofá e do sofá para a cama. Por vezes também precisamos de dias assim, não é? Passada essa semana, lá pensei que estava na hora de fazer algo de mais produtivo e, acima de tudo, saudável por mim. A minha mãe começou a trabalhar a partir de casa pela mesma altura, o que me permitiu melhor estabelecer horários e diferenciar dias de semana para o fim-de-semana. Desde então, tenho trabalhado muito nos hábitos diários que estabeleci no início do ano – seria algo interessante de partilhar aqui no blog? – e, pela primeira vez, tenho cumprido com bastante naturalidade e consistência. Porquê? Porque simplifiquei os meus dias.

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