pessoal

Tenderness Sessions #2

Esta semana não trago nenhuma publicação sobre moda, viagens ou livros. Parece-me que qualquer um desses temas se torna secundário face ao que se passa no mundo neste momento – e tanto se passa. Infelizmente, ainda não me reconheço a sabedoria suficiente para conversar sobre o que tanto precisa de ser conversado, por isso decidi trazer apenas algumas palavras que escrevi esta manhã – uma calma manhã de domingo, como tanto gosto. Tenho a certeza de que se todos parássemos, de vez em quando, para olhar para dentro – quem somos, como somos, quem queremos ser, como queremos ser -, para escutar aquela voz a que gosto de chamar de essência, algumas guerras seriam apenas paz.

an early sunday morning

acordar minutos antes do despertador tocar, com a luz do amanhecer a entrar pelo quarto. levantar-me antes do mundo. preparar um chá, adoçado com mel. pegar no livro na minha mesa de cabeceira – a volta ao mundo em 80 dias, de 1873. caminhar para o alpendre, de chávena numa mão e de história na outra. abrir o livro na página onde fiquei ontem à noite, ou noutra qualquer, o que interessa? o mundo ainda não acordou. ouvir os pássaros a cantar. “tenho em mim todos os sonhos do mundo” e todos os dias descubro uma pequena, ou grande, parte de um deles.

Tenho um cadeirão muito parecido com o da fotografia deste post, num dos cantos do meu quarto, onde gosto de me sentar a escrever, ou a ler, ou a conversar, ou a pensar, daí ter escolhido esta fotografia. Um dos meus sonhos – daqueles que tenho em mim, que vou descobrindo aos poucos – passa por tornar-me numa daquelas senhoras de idade que sabe conversar um pouco sobre tudo, que conhece todos os cantos do mundo, que domina os capítulos dos livros de História e que reconhece ideologias ou movimentos artísticos num fechar de olhos. Eu acredito no poder do conhecimento – e defendo que a educação será sempre o caminho para o progresso. Por isso, sentemo-nos mais vezes a escrever o que nos passa pela mente, a ler livros, artigos ou quaisquer outras fontes que nos tragam saber, a conversar com quem se cruza connosco e, finalmente, a pensar de nós para nós, sobre como podemos fazer melhor – porque podemos (e devemos) fazer muito melhor.

Inês Nobre
Um blog sobre o que mais me apaixona, como melhor me sei expressar - pela moda e pela escrita.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *