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Viagens | Memórias de água quente

Estou cheia de saudades de viajar – umas saudades que aparecem quando menos espero, quando me cruzo com uma fotografia no pinterest ou um souvenir entre arrumações; umas saudades que se desvanescem, mas que regressam sempre. Estas semanas em casa têm sido, pessoalmente, muito boas para reestabelecer hábitos importantes para mim, de sono, de alimentação, de exercício, e para abrandar o andamento dos meus dias – slow living, lembram-se? Estou habituada a andar de um lado para o outro – a conhecer novos lugares ou a reencontrar alguns que me são agora familiares -, algumas vezes com o corpo num sítio e o coração noutro. No entanto, apesar de estar a olhar para a situação que surgiu, pela força das circunstâncias, como uma oportunidade para me recentrar, confesso que o bichinho das viagens anda meio desassossegado.

Pensei em começar a partilhar algumas memórias de lugares que conheci nestes últimos tempos, de uma maneira menos detalhada, contrariamente ao post sobre Nova Iorque. Gostei muito de descrever a minha viagem na cidade que nunca dorme com algum pormenor, mas há experiências mais breves para as quais gostaria de escrever somente algumas palavras. Comecemos por uma das mais recentes: atravessei o Atlântico rumo a pouco mais de 24h em Natal, no Brasil, no passado mês de fevereiro. A minha primeira memória por lá – e aquela que será, para sempre, a minha primeira memória no país – é de mergulhar na água do mar e dizerem-me “Bem-vinda ao Brasil!”. Lembrei-me logo da minha mãe, que ia adorar nadar naquela água quente tanto como eu (ou mais ainda!). Há algum tempo que anda a falar em irmos ao Brasil, mas eu desvio-me sempre para o Mediterrâneo. Para além da minha mãe, também uma das minhas avós encanta-se com a cultura brasileira. O meu avô chegou a fazer algumas viagens de trabalho para o Brasil, mas a minha avó não conseguiu ir em nenhuma delas – não me espantou, por isso, que ficasse mais entusiasmada do que eu com a minha breve estadia por lá. Confesso que não herdei completamente essa paixão, mas sempre soube que assim que caminhasse em solo brasileiro essa herança haveria de despertar.

Gostei muito do pouco que conheci – da praia, da paisagem, da comida, da música, do ambiente. No ano passado, recordo-me de que fiz praia pela primeira vez em março – na altura, achei muito cedo – e de que nesse dia pus uma música brasileira enquanto apanhava sol. Lembro-me desse dia sempre que ouço essa música e achei mesmo curioso que, menos de um ano depois, fiz praia pela primeira vez ainda mais cedo… e no próprio país. Saí do Brasil com a promessa de voltar (de férias!), para muito mais.

Quero começar a partilhar mais memórias de viagem por aqui – muito mais do que fotografias e vídeos, as minhas principais recordações por este mundo fora são de imagens e conversas que nem sequer passaram pela lente da câmara e que, por isso, apenas posso partilhar por palavras. Gostam deste formato? Quais as vossas memórias preferidas de viagem?

Inês Nobre
Um blog sobre o que mais me apaixona, como melhor me sei expressar - pela moda e pela escrita.

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