pessoal

Tenderness Sessions #1

Tenho muitas saudades de escrever de maneira espontânea, autêntica, sem grandes regras. Tenho a escrita presente no meu dia-a-dia há muitos anos, desde o meu curso em comunicação ao meu estágio na mesma área – e, mesmo depois de começar a trabalhar como assistente de bordo, ainda decidi regressar aos estudos, o que me reaproximou do hábito de escrever. No entanto, não sei bem quando deixei de passar a minha imaginação para o papel. Desde então, sinto que perdi aquela liberdade de transformar palavras em poemas, num bloqueio que perdura há demasiado tempo, muito por causa de uma quanta inflexibilidade que personifico na minha escrita académica e, na altura, profissional. Num certo momento cheguei a participar num workshop de escrita criativa, de que gostei imenso; mas lembro-me de comentar com as meninas que participaram também que depois de um dia a escrever no escritório e de uma noite a escrever um trabalho na faculdade, ficava com pouco para dar a todas as outras ideias na minha cabeça. O blog tornou-se no espaço onde me permito ter asas para desenvolver esse lado mais “artístico”, na falta de palavra melhor, mas não deixava de sentir que ainda não tinha regressado por inteiro. Nestes últimos tempos têm acontecido algumas transformações muito boas por este lado – e uma das melhores foi a que me trouxe, finalmente, de regresso à minha escrita.

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moda

Moda | Conscious Fashion Series: Mudanças Simples

Fiz a mudança de estação das minhas roupas há umas semanas – arrumei os casacões de inverno que (felizmente!) só serão precisos daqui a alguns meses e coloquei peças mais frescas no roupeiro do dia-a-dia. Estas mudanças de estação, que costumo fazer umas duas vezes por ano, deixam-me sempre a pensar em novas maneiras para ser mais consciente em relação à moda. Não sei se sentem o mesmo quando fazem estas mudanças, mas eu tenho sempre estes dois pensamentos – preciso de comprar um casaco de ganga e nem me lembrava de que tinha este vestido. Há sempre algo que ainda gostava de comprar e, simultaneamente, algo de que não me recordava que tinha no roupeiro. De qualquer maneira, independentemente do pensamento que predomina de cada vez que faço estas mudanças, acabo sempre por pensar muito sobre moda consciente, a par do meu sentido de estilo, que adoro reinventar a cada nova estação.

Julgo que o tema da moda consciente pode ainda ser complexo, especialmente para quem não acompanha notícias, páginas ou personalidades relacionadas. Por isso, pensei em desmistificar algumas mudanças bastante simples, que podem ser tomadas sem grandes esforços, a qualquer momento. Vamos a isso?

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pessoal

Slow Living – Os Meus Dias

Há umas semanas publiquei algumas ideias sobre slow living, mas não cheguei a partilhar concretamente de que forma abrandei e simplifiquei os meus dias. Para ser sincera, estes tempos que nos obrigaram a permanecer em casa trouxeram-me a oportunidade de fazer uma longa pausa, de que bem precisava há algum tempo. Sinto mesmo que houve um mudança decisiva na minha maneira de estar nestes últimos tempos, que permanecerá muito além do que vier daqui para a frente.

Acredito muito na organização e no planeamento – nos estudos, no trabalho, em casa, em (quase) tudo. Sempre pude contar com esta qualidade, mas confesso que nem sempre descomplicou os meus dias. A minha capacidade em ser organizada anda de mãos dadas com a minha dificuldade em ser realista relativamente a medidas, especialmente a calcular tempos (se bem que também sou um desastre com quilómetros). Esta limitação resultou numa contínua má gestão dos meus dias durante anos – estabelecia cinco ocupações para a manhã, mais cinco para a tarde, e quando chegava a hora de almoço ainda nem duas tinha concluído, arrastando para o decorrer da semana e deixando uma ligeira sensação de fracasso. No entanto, não há mais ninguém que deva responsabilizar pela imposição de metas demasiado exigentes senão eu, o que me leva a uma frase que não me canso de frisar: expectativas irrealistas levam a frustrações que, por sua vez, conduzem a desistências.

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viagens

Viagens | Memórias do Brasil

Estou cheia de saudades de viajar – umas saudades que aparecem quando menos espero, quando me cruzo com uma fotografia no pinterest ou um souvenir entre arrumações; umas saudades que se desvanescem, mas que regressam sempre. Estas semanas em casa têm sido, pessoalmente, muito boas para reestabelecer hábitos importantes para mim, de sono, de alimentação, de exercício, e para abrandar o andamento dos meus dias – slow living, lembram-se? Estou habituada a andar de um lado para o outro – a conhecer novos lugares ou a reencontrar alguns que me são agora familiares -, algumas vezes com o corpo num sítio e o coração noutro. No entanto, apesar de estar a olhar para a situação que surgiu, pela força das circunstâncias, como uma oportunidade para me recentrar, confesso que o bichinho das viagens anda meio desassossegado.

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moda

Moda | OLD is the new NEW

Há uns dias apareceu um anúncio no meu feed de facebook com a frase “old is the new new“. Lembrei-me logo das peças de roupa que as minhas avós guardam nos roupeiros há anos, especialmente os casacos de inverno, que são os mesmos desde que me lembro – a gabardina verde seco da minha avó e o casaco castanho da minha mãe foram as primeiras imagens na minha cabeça. Esta publicidade deixou-me a pensar em como, por mais que escreva sobre fast fashion vs. slow fashion, a escolha mais sustentável será sempre a peça que já temos em casa. Um statement destes confere um status muito interessante a uma marca – a premissa da longa durabilidade como prova de qualidade. Esta ideia, comum nas marcas de luxo, lembra-me das peças de joalheria que passam de geração para geração, como aquelas pulseiras de ouro antigas, que pertenciam à mãe da bisavó, que nem sequer usamos, mas que guardamos para sempre.

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